O Pinbank lançou uma plataforma de crédito voltada a empresas e passa a atuar no modelo conhecido como Credit as a Service, segundo o FIDC News. Na prática, a instituição oferece tecnologia, estrutura regulatória, análise de risco e operação financeira para que outras companhias ofereçam crédito dentro de suas próprias jornadas comerciais, sem precisar montar uma operação financeira do zero.
A expectativa é atingir R$ 28 milhões em operações de crédito ainda neste ano. O lançamento dá sequência à compra da Polocred, fintech de crédito para pequenas e médias empresas que trouxe ao grupo a licença de Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte.
Duas modalidades abrem a oferta. A primeira é a antecipação a fornecedores, que permite a uma empresa antecipar recebíveis da sua cadeia e dar mais previsibilidade de caixa aos parceiros. A segunda é o crédito com garantia de recebíveis, pensado para companhias com repasses frequentes, que podem usar pagamentos futuros como garantia para conseguir ou oferecer crédito em condições melhores.
Segundo o CEO, Felipe Negri, o crédito deixou de ser apenas uma linha financeira e virou ferramenta de relacionamento e fidelização. Na visão dele, o modelo faz sentido para empresas que já têm clientes, dados e fluxo financeiro, mas não têm infraestrutura própria para transformar isso em oferta de crédito.
O público-alvo inclui cadeias B2B, indústria, varejo, distribuição, marketplaces e empresas com grande número de fornecedores, clientes ou funcionários. A companhia projeta faturamento de R$ 150 milhões em 2026 e de R$ 180 milhões em 2027, combinando pagamentos, crédito, liquidação e compliance na mesma base.
O movimento acompanha uma tendência que interessa diretamente ao mercado de recebíveis: a multiplicação de plataformas que geram crédito dentro de cadeias comerciais. Quanto mais esse tipo de originação cresce, maior tende a ser a oferta de direitos creditórios que podem, mais adiante, abastecer FIDCs.
Com informações de FIDC News.



