A Bull, startup brasileira de Credit as a Service, está ampliando o uso de inteligência artificial em sua plataforma para acelerar operações de crédito consignado privado, informou o FIDC News. O modelo permite que empresas e instituições financeiras lancem e operem produtos de crédito sem desenvolver toda a tecnologia internamente.
A mudança está no papel da IA. Em vez de ficar restrita ao atendimento ou à análise, ela passa a executar etapas da própria operação: os agentes validam documentos, identificam sinais de fraude, acompanham o status dos contratos e conduzem tarefas que antes exigiam equipes dedicadas. Segundo a empresa, processos que levavam cerca de 45 minutos podem ser concluídos em aproximadamente 10 segundos.
A estrutura se apoia em duas camadas. O Bull Agent Orchestrator coordena os agentes de IA, enquanto o Bull Core System registra cada decisão de forma rastreável e dentro das regras do consignado privado. Como a arquitetura é modular, um parceiro pode lançar um novo produto de crédito em poucas horas, de acordo com a companhia.
Para a CEO e cofundadora, Juliana Freitas, o objetivo é permitir que os parceiros aumentem a originação sem que equipes e custos cresçam na mesma proporção. O cofundador e COO, José Pires Neto, afirma que o consignado privado tem grande potencial, mas ainda esbarra em gargalos operacionais, como sistemas diferentes e processos manuais.
Fundada em 2025, a Bull começou pelo consignado privado, mas montou a infraestrutura para suportar outros produtos. O ecossistema inclui ainda ferramentas para modelos de crédito a partir dos dados das carteiras, para gestão das operações e plataformas dedicadas a originadores, investidores e tomadores.
Para o mercado de crédito estruturado, a automação da esteira tem efeito direto: menos custo por contrato, mais capacidade de originação e trilhas de auditoria mais completas, que facilitam a diligência quando essas carteiras são cedidas a fundos.
Com informações de FIDC News.



