O dólar à vista abriu a quarta-feira (14) em alta, a R$ 5,045 na venda, depois de ter fechado a terça-feira com valorização de 0,74%, a R$ 5,0227, segundo o FIDC News, com dados do InfoMoney. Foi o segundo dia seguido de alta, com a moeda acima de R$ 5.
O principal motivo veio de fora. O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, subiu 0,6% em setembro e acumulou 3,7% em 12 meses. O dado mensal veio em linha com as projeções, mas o anual ficou 0,1 ponto acima do esperado, o suficiente para fortalecer o dólar. Inflação mais alta nos EUA reduz o espaço para cortes de juros por lá e tende a tirar dinheiro de mercados emergentes.
No Brasil, a atividade decepcionou. O volume do setor de serviços caiu 0,1% na comparação mensal, quando a expectativa era de alta de 0,4%, e subiu 0,6% em relação a agosto do ano passado, contra 1,1% projetado. A expectativa por uma nova pesquisa eleitoral aumentou a cautela ao longo do dia.
O Banco Central fez um leilão de rolagem de swap cambial, com oferta de 50 mil contratos para 3 de novembro. A operação renova a proteção já oferecida ao mercado, sem acrescentar contratos novos, e ajuda a conter a volatilidade em dias de pressão externa.
A maioria dos FIDCs compra recebíveis em reais, mas o câmbio chega aos fundos por outros caminhos. Dólar alto e inflação americana persistente pressionam a curva de juros doméstica, o que significa CDI elevado por mais tempo: bom para a rentabilidade nominal das cotas indexadas, ruim para os cedentes que pagam para antecipar recebíveis. Empresas que dependem de insumos importados também sentem o aperto nas margens.
Há um lado favorável para parte do mercado. Cadeias exportadoras, especialmente no agronegócio, recebem mais em reais com o dólar valorizado, o que pode reforçar a capacidade de pagamento de originadores ligados à exportação. Já a fraqueza dos serviços costuma atingir primeiro as empresas menores, parcela relevante dos cedentes em operações de antecipação.
Com informações de FIDC News.

