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Aureon monta FIDC de R$ 150 milhões para consignado público e fica com toda a subordinada

Fundo comprará créditos originados pela Bom Pra Crédito em mais de 20 convênios com estados e municípios de boa nota fiscal; administração será da Planner

Prédio público em Brasília · Foto: Ramon Buçard/Unsplash

A Aureon Holding Financeira, por meio da gestora Aureon Asset, está estruturando um FIDC de R$ 150 milhões para comprar recebíveis de crédito consignado público, informou o FIDC News. Os empréstimos virão da Bom Pra Crédito, marketplace de crédito que o grupo incorporou neste mês.

A holding ficará com a totalidade da cota subordinada, equivalente a 20% do patrimônio do fundo. É essa parcela que absorve as primeiras perdas da carteira. As cotas seniores serão oferecidas a investidores institucionais do Brasil e do exterior, e a administração fiduciária e a custódia ficarão com a Planner.

O fundo fecha o ciclo aberto com a compra da Bom Pra Crédito. Com a plataforma, a Aureon passou a controlar a distribuição e a jornada do cliente; com o FIDC, ganha uma fonte de recursos dedicada, ligando a originação ao capital institucional na mesma estrutura. Segundo o fundador e CEO, Luiz Henrique Lessa, reter a subordinada significa colocar o próprio capital na primeira linha de risco da carteira que o grupo origina.

A carteira partirá de mais de 20 convênios ativos com estados e municípios classificados com CAPAG A e B, as notas do Tesouro que indicam boa saúde fiscal. Os entes estão espalhados pelo Sudeste, Norte e Nordeste, o que reduz a dependência de um único pagador.

Em parte dos convênios, a Aureon terá exclusividade na oferta de consignado aos servidores. O arranjo dá previsibilidade à originação e diminui o risco de que os contratos sejam refinanciados por concorrentes e quitados antes do prazo, o que corrói a margem obtida na cessão dos créditos ao fundo.

No consignado público, o desconto em folha transfere boa parte do risco do servidor para o ente que paga o salário. Por isso, como resumiu Lessa, a escolha dos convênios é a primeira decisão de crédito do fundo. Para o cotista sênior, a combinação de entes com boa nota fiscal, diversificação regional e uma gestora com 20% do próprio capital em primeira perda é o principal colchão de proteção da estrutura.

Com informações de FIDC News.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do FIDC Data.