Banco Central

Banco Central liquida a Credipaiva e bloqueia bens de ex-gestores

Cooperativa ligada aos empregados do Centro Universitário Newton Paiva tinha impacto sistêmico mínimo; motivo foi grave violação de normas, sinal para quem compra crédito de originadores pequenos

Porta de cofre de banco · Foto: Jason Dent/Unsplash

O Banco Central decretou na sexta-feira (16) a liquidação extrajudicial da Credipaiva, cooperativa de crédito ligada aos empregados do Centro Universitário Newton Paiva, segundo o FIDC News. Em nota, o BC atribuiu a medida a grave violação das normas que regem a atividade e ao descumprimento de determinações da própria autarquia.

A Credipaiva é uma cooperativa pequena e independente, da categoria capital e empréstimo: capta recursos dos cooperados por meio de capital social e não recebe depósitos. Fazia parte do segmento prudencial S5, o das instituições menores, sujeitas a regras simplificadas. Em dezembro de 2025, respondia por cerca de 0,000083% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, o que torna o impacto sistêmico praticamente nulo.

A liquidação extrajudicial é a medida mais dura do regime especial aplicado a instituições financeiras e, na prática, retira a instituição do mercado. Um liquidante nomeado pelo regulador passa a administrar ativos e passivos para apurar o patrimônio e pagar os credores na ordem prevista em lei.

Como determina a legislação, os bens dos ex-administradores ficaram indisponíveis. O Banco Central informou que seguirá apurando responsabilidades, o que pode resultar em processos administrativos sancionadores e em comunicações a outras autoridades.

Para o mercado de FIDCs, o caso pesa mais pelo motivo do que pelo tamanho. A intervenção não veio de uma crise de liquidez, mas de falhas de conformidade, o que indica que governança e controles de instituições pequenas estão no radar do supervisor.

Isso interessa diretamente a estruturas que compram crédito originado por cooperativas, financeiras de nicho e originadores regionais. Na diligência sobre um cedente, controles internos, histórico com o regulador e qualidade da gestão pesam tanto quanto a análise da carteira, porque uma intervenção interrompe a originação e pode afetar a cobrança dos recebíveis cedidos ao fundo.

Com informações de FIDC News.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela redação do FIDC Data.